Fala aí, seus putos! Eu sei que eu tô sumido, e blábláblá, mas eu tô aqui. Rá! Aos otimistas, fica a esperança de que eu continue demorando pra atualizar. Aos pessimistas, resta a certeza de que eu não vou parar de escrever.
Bom, vamo lá: Quem lembra deste post aqui???? Pois é… faz um tempão que eu tava ansioso, mas finalmente Watchman estreiou na sexta feira passada. Mas como a recessão tá aí, a economia tá meio bixada, meu salário não chega no dia 15 e nada da Angelina Jolie ligar pra mim, então eu fui na segunda feira, que é mais barato. Mas pelo menos eu gastei um pouquinho mais e fui na sala surround (infelizmente não estava em exibição na THX) do Kinoplex ao invés de ir ao shopping Galleria, aquela zica de cinema ruim do inferno.
Bom, o que eu tenho pra escrever pra vocês antes de mais nada é: “Assistam antes de ler isso, seus putos. E se possível, largamão de ser preguiçoso e LEIA A GRAPHIC NOVEL. Não vai doer.”
O filme é bom pacas. Os personagens têm uma profundidade que eu mesmo não esperava ver traduzida na telona, são bem fiéis às personalidades criadas pelo Alan Moore, embora os socos e chutes à Matrix (malditos sejam, irmãos Watchowski, ou seja lá como se escreve isso!) tirem um pouco da humanidade e da vulnerabilidade inerente aos heróis sem poder, que a graphic novel retrata com perfeição.
As cenas clássicas da revista estão lá. O Comediante é tão assustador quanto encantador, e não deve NADA à sua versão 2D. Rorschach é perfeito. A Espectral é linda, mas de uma beleza comum que não deixa dúvidas do seu caráter humano e frágil. Olha só a cara da moça, nas duas versões:

Na verdade tem muito mais da moça pra ver no filme (assim como na revista), e ela é protagonista da cena mais constrangedora e tocante do filme, junto com o segundo coruja (Dan Dreiberg) que é um personagem humano, frágil, sensível, praticamente um Emo com uma fantasiazinha mais descolada. Ah, é, ele não é Emo não, pois gosta de mulé. A propósito, a cena em questão é a em que ele e a moçoila aí em cima protagonizam a segunda broxada (que eu me lembre) da história do cinema, de forma fiel à históra original. Caso você esteja perguntando qual foi a primeira, foi a do Neo em Matrix Reloaded. Sim, isso acontece com todo mundo, até com o escolhido. Mas comigo não, violão.
O único personagem que eu achei estranho visualmente foi o Dr. Manhattan (Jon Osterman), que me pareceu um pouco artificial. Eu sei que a idéia foi traduzir a distância do personagem em relação à humanidade através da total ausência de expressão facial, mas isso incomoda. No mais, o maior desafio do roteirista foi cumprido, que é o capítulo “Perfeita Simetria”, quando o azulão vai pra marte e demonstra a sincronicidade do tempo, conforme ele o vê. Gostoso falar difícil, né?
A única indignação que me bateu foi que deram uma mudadinha básica no final, que é melhor na Graphic Novel, mas consegue se manter de forma relevante no filme. Aliás, o final é bem melhor no quadrinho. Na hora em que eu não vi o “monstro mutante alienígena” destruindo Nova York (selecione, se você já leu a graphic novel), eu quase levantei e saí da sala. Ainda bem que eu resisti ao ímpeto, o filme continua bom, mesmo com essa alteração. Mas, a propósito, eu já mencionei que o final original é melhor?
Bom, dois comentários finais:
- Caray, que filme massa!
- A revisão ortográfica voltou atrás quanto ao hifen no radical “re”. Reescrever continua sem hífem, graças ao Dr. Manhattan, que explodiu as grandes metrópoles do mundo pelo nosso bem.
Este post não foi patrocinado pela Warner Brothers, nem pela Sony, nem por ninguém, mas poderia ter sido.
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